Margem por destilado: gin, vodka, whisky, cachaça e tequila
Precificação · atualizado em 2026-08-17
Cachaça e vodka nacionais entregam as maiores margens percentuais do bar; gin e tequila entregam as maiores margens em reais por drink; whisky fica no meio, dependendo do rótulo. A carta lucrativa combina os dois tipos — e sabe qual empurrar em cada mesa. Este guia compara os seis destilados principais com custo por dose, drink típico e margem, e fecha com a leitura estratégica de cada um.
A tabela mestre
| Destilado (well nacional) | Custo/dose 50 ml | Drink típico | Preço médio | CMV do drink | Margem R$ |
|---|---|---|---|---|---|
| Cachaça | R$ 0,75–1,25 | Caipirinha R$ 14 | R$ 12–16 | 14–18% | ~R$ 11,50 |
| Vodka | R$ 1,50–2,00 | Moscow mule R$ 24 | R$ 16–26 | 15–20% | ~R$ 19,50 |
| Rum | R$ 1,80–2,80 | Mojito R$ 20 | R$ 18–24 | 16–21% | ~R$ 16,00 |
| Gin | R$ 2,50–3,50 | Gin tônica R$ 24 | R$ 19–28 | 17–22% | ~R$ 19,50 |
| Whisky (bourbon de entrada) | R$ 3,50–5,00 | Whiskey sour R$ 26 | R$ 24–30 | 19–24% | ~R$ 20,00 |
| Tequila | R$ 3,50–5,50 | Margarita R$ 28 | R$ 26–32 | 20–26% | ~R$ 21,00 |
Duas leituras saltam da tabela. Pela lente do CMV, a cachaça é imbatível. Pela lente da margem em reais — a que paga as contas —, gin, whisky e tequila lideram, mesmo com índices piores. A carta ideal não escolhe uma lente: usa a cachaça para volume e as demais para engordar o ticket.
Leitura estratégica por destilado
Cachaça — a base de margem do bar brasileiro. Custo mínimo, demanda garantida e a escada de upsell mais natural do país: clássica → caipifruta → artesanal. É o motor de volume que financia o resto da carta.
Vodka — o cavalo de trabalho neutro. Barata, versátil e onipresente (mule, caipiroska, drinks de fruta). Margem percentual excelente; o desafio é que poucos drinks de vodka sustentam preço alto — use-a para volume e drinks de fruta da estação.
Gin — a melhor combinação volume × margem da década. O gin tônica virou o novo chope de entrada em metade das casas: pedido em volume a R$ 19–28. Regra de ouro: well nacional obrigatório, importado como upgrade nominal cobrado à parte. É o destilado onde a escolha do well mais mexe no resultado do mês.
Rum — o subestimado. Custo de vodka com repertório de verão inteiro (mojito, daiquiri, tiki). Bares que trabalham a carta de rum na temporada certa capturam margem que a concorrência ignora.
Whisky — duas categorias, duas regras. Para coquetéis (whiskey sour, old fashioned), bourbon de entrada — single malt em coquetel é dinheiro evaporado na coqueteleira. Para dose pura, o jogo é outro: carta de rótulos com preço por dose escalonado, margem definida rótulo a rótulo.
Tequila — margem alta, bilhete de entrada alto. A margarita sustenta os maiores preços entre os clássicos populares, mas exige tequila 100% agave correta. O corte de custo certo não é na tequila — é no triple sec, onde o nacional resolve.
O aviso transversal: os licores. Em drinks com licor importado (Aperol, Licor 43, Cointreau), o matador de margem raramente é o destilado-base — é o licor. Antes de culpar o gin do drink, olhe o resto da ficha (o ranking completo está aqui).
🍸 Leve grátis: cardápio com 10 cocktails — ficha técnica completa + estratégia de vendas, direto no seu e-mail. Quero o cardápio grátis →
Quer a operação completa? Cardápio com até 50 cocktails + fichas técnicas + precificação + treinamento de equipe por R$ 19,90. Ver o cardápio completo →
Montando o mix lucrativo da carta
- Cubra as três funções: motor de volume (cachaça/vodka, 30–40% do mix), engorda de ticket (gin/whisky/tequila, 40–50%), e sazonais/autorais para identidade (10–20%).
- Direcione a sugestão da equipe pela margem em reais: entre "qual drink você indica?" e a resposta certa existe uma tabela — a desta página. O roteiro de sugestão está no guia de upselling.
- Revise o mix real no PDV a cada trimestre: se 70% das vendas estão nos drinks de margem R$ 11, o problema não é preço — é direcionamento de venda.
Perguntas frequentes
Qual drink dá mais lucro para o bar?
Em margem percentual, os de cachaça e vodka nacionais. Em reais por copo — o critério que importa no caixa —, gin tônica, whiskey sour e margarita bem precificados lideram, deixando R$ 19 a R$ 21 por venda.
Qual destilado tem a maior margem de lucro?
A cachaça, com CMV típico de 14–18% nos drinks clássicos. É a base de volume mais rentável do bar brasileiro.
Vale a pena usar destilado importado no well?
Em regra, não: o well nacional bem escolhido preserva a margem nos drinks de volume, e o importado entra como upgrade nominal com preço próprio. A exceção é casa premium cujo posicionamento exige o rótulo — e cobra por ele.
Quais os drinks mais rentáveis para bar pequeno?
Caipirinha e variações (volume com CMV mínimo), gin tônica com well nacional (margem em reais) e um autoral de base barata com técnica caseira — o trio cobre volume, ticket e identidade sem estoque complexo.
🍸 Leve grátis: cardápio com 10 cocktails — ficha técnica completa + estratégia de vendas, direto no seu e-mail. Quero o cardápio grátis →
Quer a operação completa? Cardápio com até 50 cocktails + fichas técnicas + precificação + treinamento de equipe por R$ 19,90. Ver o cardápio completo →
Continue afiando a operação
Precificação
Como precificar drinks: markup, margem e fator multiplicador
Precificação
CMV ideal para drinks: benchmark por tipo de bar
Precificação
Upselling de drinks: técnica completa para salão
Todos os guias de precificação e margem.